Exame Sorologico - Para que serve, Detecta DST? E se der positivo/reagente?

November 13, 2017

 

 

A sorologia se refere ao estudo do soro sanguíneo, na prática, dedicando-se especialmente à identificação de anticorpos no sangue. De modo geral, exames sorológicos são realizados para verificar a presença de dois anticorpos: Imunoglobulina M (IgM), o maior anticorpo e o primeiro a ser produzido quando o organismo é exposto pela primeira vez a um antígeno (elemento capaz de desencadear a produção de anticorpo específico), e Imunoglobulina G (IgG), que é o tipo mais comum de anticorpo no sangue, é mais específico e serve para proteger o organismo de futuras infecções causadas pelo antígeno.
 

COMO É FEITO O EXAME SOROLÓGICO?

Como em qualquer outro exame de sangue, começa-se com a extração de sangue do paciente através de uma agulha. Esse sangue é, então, colocado em um frasco esterilizado. O exame pode ser feito no sangue desse jeito ou no soro, que é obtido após a coagulação e centrifugação do sangue (o que leva ao consumo das plaquetas e do fibrinogênio).
 

INDICAÇÕES

O principal uso do exame sorológico é para indicar se o organismo já teve contato com algum dos determinados agente infecciosos:

- Vírus HIV - Causador da AIDS

- O vírus causador da dengue

- O vírus causador da raiva

- O vírus causador da herpes simples

- Protozoários causadores da leishmaniose

- Protozoário causador da toxoplasmose

IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente) indicam que o paciente nunca entrou em contato com o agente patogênico (agente causador da doença), ou seja, nunca foi nem vacinado nem contaminado.

IgG negativo (não reagente) e IgM positivo (reagente) indicam infecção aguda (ou seja, iniciada há dias ou semanas).

IgG positivo (reagente) e IgM negativo (não reagente) indicam  infecção antiga (com meses ou anos) ou que a pessoa foi vacinada e o organismo teve sucesso na produção de anticorpos. 

IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses)

Como cada exame sorológico tem uma forma específica de ser interpretado dependendo da doença para cujo diagnóstico ele foi feito e do anticorpo a cuja detecção ele é dedicado, é importante que o médico que solicitou o exame explique para o paciente o resultado.

Exames sorológicos também podem ser usados no diagnóstico de doenças autoimunes (a doença celíaca, por exemplo, que tem entre suas características a intolerância ao glúten) e de deficiências imunológicas como a gamaglobulinemia ligada ao cromossomo X (doença de Bruton).

Os exames sorológicos, como explicado acima, identificam a presença (ou revelam a ausência) de anticorpos relacionados a um patógeno no sangue do paciente, não a presença do próprio patógeno (vírus, bactéria, protozoário, etc).

Sabe-se que há falsos-positivos em caso de pacientes que não possuem a doença específica apesar de o teste indicar que sim) e falsos-negativos (pacientes que possuem a doença mesmo que o exame não indique. Enganos desse tipo, causados por problemas de especificidade ou de sensibilidade, são relativamente comuns em exames sorológicos para detecção de tuberculose e sífilis.

Isso acontece porque os exames sorológicos para a detecção da sífilis baseiam-se na presença de anticorpos inespecíficos, a presença de outras infecções podem levar a um falso resultado positivo, por exemplo, levando a OMS, em 2011, a pedir a cessação do uso do teste sorológico para diagnóstico da tuberculose devido à sua imprecisão.

Cuidados como jejum antes da retirada de sangue variam de exame para exame. Os valores de referência do antígeno também variam de doença para doença. As orientações médicas quanto aos cuidados a tomar antes dos exames devem ser seguidas à risca.

Um exemplo de exame sorológico: o exame para diagnóstico de dengue

Como a dengue possui muitos sintomas em comum com outras doenças, o exame sorológico é um bem-vindo auxílio ao diagnóstico. Segundo o laboratório Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia, o jejum antes do exame não é obrigatório.

O exame detecta anticorpos IgM em 93% dos indivíduos com entre 6 e 10 dias de doença e em 99% dos indivíduos com entre 10 e 20 dias de doença. Entre as causas mais comuns de falsos-negativos, pode ser mencionada a coleta precoce de sangue, antes que os anticorpos tenham sido produzidos.

A Imunoglobulina G é menos específica, sendo a maior a possibilidade de que apareçam (pessoas que tiveram contato com outros flavivus, como o da febre amarela) falsos-positivos.

 

Fonte: Site Nursing

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