Alimentos e a Alergia Alimentar

January 14, 2020

 

 

O que é?

 

IgEs específicos para alimentos são testes que avaliam a presença, na amostra testada, de anticorpos IgE contra alérgenos derivados de um alimento específico.

 

Papel da IgE sérica específica no diagnóstico da alergia alimentar

 

O diagnóstico da AA IgE requer tanto a demonstração da presença de anticorpos IgE específicos para determinado alimento quanto a comprovação do desenvolvimento de sinais e sintomas após a exposição ao alimento. Embora qualquer alimento potencialmente possa causar reações alérgicas, o diagnóstico de alergia alimentar deve ser particularmente avaliado quando o paciente desenvolve sintomas após a ingestão de determinados alimentos:

 

• Leite, ovo e amendoim, peixe, soja e trigo são responsáveis por mais de 90% das reações alérgicas em crianças.

 

• Peixes, frutos do mar, amendoim, castanha e nozes são responsáveis por cerca de 85% reações alérgicas em adolescentes e adultos. O teste de provocação alimentar é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico da AA. Entretanto, trata‑se de um teste trabalhoso e disponível apenas em centros altamente especializados. Recentemente, alguns estudos estabeleceram valores de corte para anticorpos IgE específicos contra alguns alérgenos alimentares e inalantes, capazes de predizer com 95% de probabilidade que o paciente apresenta alergia clínica. Dessa forma, minimiza‑se a necessidade de realização de outros testes confirmatórios para alergia, como o teste de provocação alimentar, os quais apresentam alto potencial de complicação clínica. É importante frisar que esses valores de corte foram estabelecidos exclusivamente com os reagentes Immuno-CAP® e, portanto, não são aplicáveis aos resultados de IgE específico de outros fabricantes. Um estudo realizado com o objetivo de determinar a frequência de sensibilização à alérgenos inalantes e alimentares em crianças atendidas em serviços brasileiros de alergia, por meio da dosagem de IgE sérica específica (UniCAP® Pharmacia), encontrou positividade de 30,2% para peixe, 24,5% para ovo, 20,3% para leite de vaca, 20,1% para trigo, 14,7% para amendoim, 12,3% para soja e 10,9% para milho em pacientes alérgicos. A proporção de sensibilização a  esses alimentos foi significativamente maior nos pacientes alérgicos que nos indivíduos não alérgicos.

 

Referências bibliográficas:1. J Allergy Clin Immunol 2010;126(Suppl 6):1‑58.2. Filho WR, Senna SN. Alergia e Imunologia na Infância e na Adolescência. 2ed. São Paulo: Atheneu, 2009. p.3403. Allergy 2007;62: 47–524. Ann Allergy Asthma Immunol. 2010;105:273.e1–273.e785. Allergology International. 2010;59:305‑3086. Rev bras alerg imunopatol 2007; 30(6):214‑219

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